G20 BRASIL

"Propostas da presidência brasileira foram muito bem aceitas", diz sherpa brasileiro

Embaixador Mauricio Lyrio avalia primeira reunião do G20 como "muito produtiva" e diz que Grupo está de acordo com a necessidade dos trabalhos apontarem para resultados concretos, que façam a diferença na vida das pessoas. "Há um acordo pleno entre os países sobre a necessidade de avanços no combate à fome e à pobreza"

11/12/2023 18:45 - Modificado há 3 meses
"Desigualdade social é um tema transversal nas discussões do G20", diz o sherpa brasileiro Mauricio Lyrio. Foto: Audiovisual/G20 Brasil
"Desigualdade social é um tema transversal nas discussões do G20", diz o sherpa brasileiro Mauricio Lyrio. Foto: Audiovisual/G20 Brasil

"É consenso entre os países que o combate à fome, à pobreza e à desigualdade é uma questão urgente, que precisa de esforços globais", disse Lyrio durante coletiva de imprensa ao final da primeira reunião da Trilha de Sherpas sob a presidência brasileira, no dia 11/12. "O tema desenvolvimento é central neste G20 e tanto países ricos quanto em desenvolvimento, além de bancos de desenvolvimento e instituições mundiais precisam se envolver na solução dos problemas", pontuou o sherpa brasileiro.

Ele contou que, desde o primeiro dia da presidência brasileira do G20, circula entre os países-membros uma nota conceitual sobre a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, a ser constituída a partir da Força-Tarefa proposta pelo Brasil. Ele salientou que os países em desenvolvimento têm experiências virtuosas no combate à fome e à pobreza que devem ser consideradas nas discussões e decisões do G20. "Há um acordo pleno entre os países para que este tópico avance de forma concreta".

Inovações da presidência brasileira

Autoridades dos países do G20 alinham os métodos de trabalho ao longo do mandato brasileiro. Foto: Audiovisual/G20 Brasil
Autoridades dos países do G20 alinham os métodos de trabalho ao longo do mandato brasileiro. Foto: Audiovisual/G20 Brasil

O primeiro dia de reuniões centrou as discussões nos métodos de trabalho que o Grupo adotará daqui em diante, aprovando as propostas de inovação feitas pelo Brasil. Além do compromisso de decisões concretas, estão a aproximação das discussões financeiras e políticas desde o início dos trabalhos e o incentivo ao diálogo com a sociedade civil, incluindo o recebimento de contribuições e propostas ao longo do processo. "Concordamos em não dispersar esforços em textos que não tenham impactos reais sobre a vida das pessoas", afirmou.

Lyrio acrescentou que existem formas diferentes de os países tratarem e enxergarem os temas, mas que as prioridades estipuladas pelo Brasil para as discussões deste ano foram muito bem aceitas. "Todos concordam que é urgente tratar da reforma da governança global, das instituições mundiais", disse. "A questão do clima, por exemplo, abarca um aspecto financeiro importante e não é uma discussão trivial, como vimos na COP. Mas estamos de acordo que é um tema a ser enfrentado", salientou.

Ele disse ainda que as desigualdades de toda ordem serão abordadas nos Grupos de Trabalho, pois é um "tema transversal". Um exemplo, dentre vários, são as discussões do grupo de Economia Digital: "não dá para falar do tema sem considerar as desigualdades no acesso à tecnologia", exemplificou Lyrio.

A reunião da Trilha de Sherpas continua na próxima terça, dia 12/12, e discutirá, de forma mais detalhada, as prioridades propostas pelo Brasil em seu mandato: o combate à fome, à pobreza e à desigualdade; o desenvolvimento sustentável e as mudanças climáticas e a reforma da governança global.

13 de dezembro (9h às 17h30): Reunião Conjunta de Sherpas, Vice-Ministros das Finanças e Vice-Presidentes de Bancos Centrais do G20;
    14 e 15 de dezembro (9h às 16h): Reunião de Vice-Ministros das Finanças e Vice-Presidentes de Bancos Centrais do G20.

Ao longo do mandato brasileiro estão previstas mais de 100 reuniões dos grupos de trabalho e forças-tarefa que compõem o G20, tanto presenciais quanto virtuais, das duas trilhas (de Sherpas e de Finanças), em nível técnico e ministerial, em cidades-sede das cinco regiões do Brasil. O ponto alto será a cúpula que será realizada no Rio de Janeiro.

Confira a íntegra da coletiva

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