COMPROMISSO

Presidente Lula reforça as prioridades do Brasil ao assumir liderança do G20

Combate à fome, à pobreza e à desigualdade, desenvolvimento sustentável e a reforma da governança global são as três dimensões que serão pautadas pela presidência brasileira durante mandato que se inicia hoje (1/12) e vai até 30 de novembro de 2024

01/12/2023 08:00 - Modificado há 3 meses
Lula afirmou que o sucesso da empreitada depende da compensação financeira por parte de países que destruíram o meio ambiente | Imagem: Reprodução
Lula afirmou que o sucesso da empreitada depende da compensação financeira por parte de países que destruíram o meio ambiente | Imagem: Reprodução

Em vídeo gravado para marcar o início do mandato rotativo do Brasil na presidência do G20, o presidente Luís Inácio Lula da Silva deixa claro que o País dará o tom das discussões do bloco que reúne as maiores economias mundiais.

“Para o Brasil, assumir a presidência do G20 é mais do que uma honra, é um compromisso. Compromisso de colocar o combate à fome, à extrema pobreza e à desigualdade no centro da agenda internacional”, destacou Lula em seu pronunciamento. “Não é possível que tanto dinheiro continue na mão de tão poucas pessoas e tantas pessoas não tenham dinheiro para comer o mínimo necessário”, disse.

Ao abordar a necessidade de enfrentar com determinação a crise climática, ele afirmou que o sucesso desta empreitada depende da compensação financeira por parte de países que destruíram o meio ambiente em nome do progresso a qualquer custo. Lula lembrou a urgência de uma transição energética a nível global e apontou que o Brasil reúne todas as condições de produzir a energia verde que o mundo precisa.

“Nosso terceiro compromisso é engajar o G20 na luta do Brasil por uma nova governança global”, esclareceu. “Não é possível que organizações financeiras criadas há quase 80 anos continuem funcionando com os mesmos paradigmas, sem levar em conta as alterações estruturais do século 21”.

Lula trouxe ainda à tona a necessidade de olhar para questões estruturais como o racismo e as formas de violência contra as mulheres, buscando a igualdade de direitos e oportunidades.