GT DE EMPODERAMENTO DE MULHERES

Equidade de gênero e declaração ministerial é o foco do GT de Empoderamento de Mulheres

Reunião presencial em Brasília contou com a participação das ministras Cida Gonçalves, das Mulheres, e Anielle Franco, da Igualdade Racial, na abertura. Na pauta, debates sobre trabalho do cuidado, igualdade de direitos para meninas e mulheres e combate à violência política.

09/07/2024 12:42 - Modificado há 2 dias
As ministras Anielle Franco e Cida Gonçalves durante a abertura do GT de Empoderamento de Mulheres do G20. Crédito: Audiovisual G20
As ministras Anielle Franco e Cida Gonçalves durante a abertura do GT de Empoderamento de Mulheres do G20. Crédito: Audiovisual G20

Desde a sua criação, em 2023, o Grupo de Trabalho de Empoderamento de Mulheres do G20 propõe a discussão sobre a equidade de gênero e o incentivo à autonomia e empoderamento de meninas e mulheres. A 3ª reunião do GT, presencial, reúne países membros e convidados, além de organizações internacionais, e acontece até o dia 09 em Brasília.

Na abertura com a mediação da coordenadora do GT e secretária-executiva do Ministério das Mulheres, Maria Helena Guarezi, a mesa contou com a participação da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, da presidenta do Instituto Nacional das Mulheres do México, Nadine Gasman, além das secretárias nacionais Denise Motta Dau (Enfrentamento à Violência contra Mulheres) e Rosane Silva (Autonomia Econômica e Política de Cuidados), as duas do Ministério das Mulheres.

Os próximos passos preveem a realização de reuniões virtuais e presenciais para a formulação da versão final do documento que elenca ações e os compromissos dos países para a promoção do empoderamento de todas as mulheres e meninas, para a equidade de gênero e pela eliminação de todas as formas de violência.

Em seu discurso, Cida Gonçalves fez uma avaliação das duas primeiras reuniões e os avanços já obtidos até o momento. A nova fase das reuniões do GT de Empoderamento de Mulheres “marca o início do processo de negociação da Declaração Ministerial, que deverá ser firmada por mim e minhas colegas ministras e ministros em outubro”, destacou. 

A ministra das Mulheres também pontuou os três eixos propostos pelo Ministério das Mulheres para as discussões no âmbito do GT durante a presidência brasileira: equidade de gênero, que inclui autonomia econômica e política de cuidados; enfrentamento à violência e à misoginia; e justiça climática. Acesse aqui o discurso na íntegra. 

A ministra Anielle Franco lembrou que “o governo tem pensado de maneira transversal como deixar uma vida digna e um mundo melhor para todas as pessoas, especialmente para as mulheres do Brasil”. Também destacou que “desse trabalho em conjunto entre os ministérios surgiram importantes avanços, como o combate à violência política contra as mulheres” e que, “se as mulheres permanecerem unidas, a democracia sai fortalecida”.

Projeto de Declaração Ministerial 

A 3ª Reunião Técnica do GT de Empoderamento de Mulheres dá início às negociações da Declaração Ministerial, que será apresentada na Reunião Ministerial, em 11 de outubro, marcando o encerramento da presidência do Brasil no GT. Os próximos passos preveem a realização de reuniões virtuais e presenciais para a formulação da versão final do documento que elenca ações e os compromissos dos países para a promoção do empoderamento de todas as mulheres e meninas, para a igualdade de gênero e pela eliminação de todas as formas de violência.

“Esta história que hoje nós, como países membros do G20, países convidados e organismos internacionais, estamos trabalhando, foi possível graças a esforços anteriores de outros grupos como Empower e W20. E pelo papel fundamental desempenhado pela presidência da Índia para alcançarmos a concretização como GT parte da Trilha Sherpa”, destacou a coordenadora do GT, Maria Helena Guarezi, recuperando o processo histórico de construção do GT.

O Grupo de Trabalho Empoderamento de Mulheres foi criado durante a presidência da Índia, em 2023, e se reúne pela primeira vez sob a presidência do Brasil em 2024. A institucionalização de um grupo de trabalho sobre essa temática representa uma grande conquista das mulheres e um salto no compromisso assumido pelos países membros com a efetivação dos direitos de mulheres e meninas.

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