COMUNICAÇÃO

Cobertura da imprensa: os olhos do mundo se voltam para o G20 Brasil

Cerca de 800 profissionais de 28 países participaram da cobertura das reuniões ministeriais do G20 realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo em fevereiro, levando temas prioritários propostos pela presidência brasileira do Fórum para os quatro cantos do Planeta.

01/03/2024 11:06 - Modificado há 2 meses
Jornalistas de todo o mundo em ação cobrindo o G20 em São Paulo. | Foto: Audiovisual/G20
Jornalistas de todo o mundo em ação cobrindo o G20 em São Paulo. | Foto: Audiovisual/G20

Seja no cenário deslumbrante do Rio de Janeiro, onde as montanhas encontram o mar, seja nas elegantes curvas modernistas do prédio da Bienal de São Paulo,  cerca de 800 profissionais de veículos de imprensa de 28 países se encontraram no mês de fevereiro para fazer a cobertura jornalística das primeiras reuniões ministeriais do G20 sob a presidência brasileira. 

Com câmeras, microfones, celulares e notebooks em mãos, cinegrafistas, fotógrafos, repórteres, editores, redatores e apresentadores transformaram cada detalhe em notícia, cada discurso em matéria, cada entrevista em reportagem sobre o maior fórum político e econômico da atualidade. Entre entrevistas, anotações e flashes, foi contada a história do encontro que está ajudando a buscar soluções para conflitos e a moldar os destinos do mundo. 

Os temas abordados pelos jornalistas presentes foram das tensões internacionais em curso, como os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza, até as prioridades levantadas pela presidência brasileira do fórum, incluindo o combate à fome e a pobreza e a reforma das instituições de governança global. 

O jornalista Hani Reda Aldrsani, da Asharq News, da Arábia Saudita, está no Brasil para cobrir a primeira reunião ministerial do G20. “O Brasil busca se posicionar como intermediário em questões globais, especialmente econômicas, durante as discussões do G20”, avalia. Segundo ele, o governo brasileiro procura conciliar diferentes opiniões para alcançar resultados satisfatórios em temas de destaque que incluem os conflitos globais, com foco no Oriente Médio. Ele espera que a presença do presidente Lula ajude a aproximar líderes mundiais. 

Ione Wells, correspondente da BBC News de Londres, na Inglaterra, destacou a diversidade de temas abordados pelos veículos da mídia internacional. Ela ressaltou a importância da cobertura do evento para que as discussões alcancem uma audiência global e compartilhou suas impressões sobre a receptividade que teve no Rio de Janeiro e a relevância da Cúpula final do G20 em novembro. 

“Acho que para alguns líderes aqui será a primeira vez que estarão no Rio para conhecer a cidade e o país. É muito bom estar aqui. A Cúpula final do G20, em novembro, atrai atenção devido à presença de líderes mundiais e, para nós, será o foco maior no ano”, avisa.

Repórter da Asharq News ao vivo para o Oriente Médio | Foto: Audiovisual/G20
Repórter da Asharq News ao vivo para o Oriente Médio | Foto: Audiovisual/G20

Notícias, boletins, cafés, conversas e trocas

Durante a cobertura do G20, os jornalistas se encontravam e conversavam entre si. Joan Royo Gual, correspondente espanhol que trabalha para a Sputnik, agência internacional de notícias da Rússia, aproveitou o encontro para trocar ideias e experiências com colegas. “Para os profissionais, trabalhar em um evento tão significativo oferece a oportunidade de fazer conexões e obter informações de fontes próximas aos líderes mundiais”, revela.

Ele salientou que as pautas do Brasil no G20, como o combate à fome e à pobreza e questões ambientais despertam interesse global. “Eu acho que o mundo espera que isso seja um assunto bastante central. O meio ambiente e as mudanças climáticas ganharam muito peso nos últimos anos e é uma agenda muito associada ao Brasil. O mundo pensa no Brasil e pensa no meio ambiente, pensa na Amazônia. São duas agendas que são muito próprias do país e que o mundo tem muito interesse”, destaca.

Nádia Pontes, correspondente brasileira da Deutsche Welle (DW) da Alemanha, ressalta a importância do Brasil candidatar-se a mediador dos conflitos e trazer questões como combate à fome e cooperação do Sul Global para o debate. “Colegas vindos da Alemanha e correspondentes na América Latina estão atentos aos desdobramentos dos encontros, que reúnem autoridades. É interessante acompanhar como o Brasil tenta se posicionar nesse papel de protagonista, mas também trazendo uma pauta de combate à fome e combate à pobreza para esse grupo. Então, é claro que tem um grande interesse, acho que da imprensa global em acompanhar o desdobramento e estar presente”, analisa. 

Fotógrafos capturam os detalhes da reunião de chanceleres do G20 no Rio | Foto: Audiovisual/G20
Fotógrafos capturam os detalhes da reunião de chanceleres do G20 no Rio | Foto: Audiovisual/G20

A Telesur, canal televisivo que transmite para países da América Latina e Caribe, marcou presença no Rio de Janeiro. De acordo com o repórter André Vieira, no contexto do G20 o Brasil ganha destaque e se posiciona como um protagonista mundial, trazendo à tona temas relevantes como o combate à fome e a necessidade de reformas na governança global. “Um dos pontos altos da cobertura foi o posicionamento do presidente Lula em relação ao conflito em Gaza, demonstrando a gravidade da situação e destacando o papel do Brasil na mediação de crises internacionais”, pondera.

André relata que a infraestrutura e a hospitalidade do Rio de Janeiro foram elogiadas pelos jornalistas, enquanto a descentralização dos eventos para outras cidades brasileiras é vista como uma oportunidade de mostrar a diversidade do país. “Eu acho que é um momento importante também para nós jornalistas, estar em contato com esses diferentes meios de comunicação. Então para a gente também é importante estar aqui vendo essas visões. Olhando para o futuro, a Telesur planeja cobrir o máximo possível de eventos relacionados ao G20, tanto presencialmente quanto virtualmente, buscando ampliar o debate sobre questões como sustentabilidade e meio ambiente, além de relatar as propostas dos líderes para sua audiência predominantemente latino-americana e caribenha”, observa.

Os líderes mundiais deixaram o Rio de Janeiro e São Paulo, mas a imprensa nacional e internacional permanece atenta, pronta para continuar acompanhando os desdobramentos do G20 e analisando seu impacto no cenário global. As notícias sobre os acontecimentos e discussões encaminhados pelo fórum continuarão disponíveis em tempo real para uma audiência global sedenta por informações e soluções para os principais problemas vividos pelas populações.