Boletim G20 Ed. 24 - Debate mundial busca cobertura universal de saúde

Brasil destaca-se com o SUS. Representante da Força-Tarefa do G20 de Saúde e Finanças vê o país como referência para acesso global à saúde. Ouça e saiba mais!

02/02/2024 13:00 - Modificado há 2 meses

Repórter: A pandemia da Covid-19 afetou os debates sobre finanças e saúde, mas as conversas têm sido retomadas nas discussões do G20, que é o fórum das 20 maiores economias do mundo. De acordo com o embaixador Alexandre Ghisleni, coordenador da Força-tarefa de Finanças e Saúde pelo Ministério da Saúde do Brasil, durante a reunião desta semana o técnicos dos países-membros conseguiram dar uma nova direção à pauta para impactar os tomadores de decisão global, o que segundo eles já representa um fato positivo para a presidência brasileira, como destaca Ghisleni.

Embaixador Alexandre Ghisleni: Conseguimos dar um novo rumo para essa discussão, com novas propostas, colocando de novo a questão do financiamento da saúde em bases estáveis, mais adequadas, de uma maneira muito conectada com os temas atuais e chamando a atenção de tomadores de decisão. Nos abre caminho para aprofundar essa discussão, conseguir chegar a resultados concretos que mudem o cenário do financiamento para a saúde no Brasil e no resto do mundo. 

Repórter: O embaixador Alexandre Ghisleni ainda declarou que, embora parte da população mundial considere a emergência sanitária como passado, o grupo tem como prioridade que os países se antecipem para a eventualidade de uma próxima pandemia. 

Embaixador Alexandre Ghisleni: Se nós não nos prepararmos para a eventualidade de uma próxima pandemia nós seremos surpreendidos de uma maneira tão negativa como fomos com a Covid. E é esse trabalho preparatório que está na raiz de tudo que estamos fazendo.

Repórter: O debate internacional sobre saúde tem como uma de suas prioridades a busca pela cobertura universal de saúde. Nesse tema, o embaixador indicou ser possível alcançar uma situação em que todos os cidadãos do mundo tenham acesso aos serviços de saúde. Ele reconheceu que, apesar das críticas que podem ser direcionadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil possui uma vantagem significativa com um sistema público, gratuito e aberto a mais de 200 milhões de brasileiros. Com isso, ele afirma que o Brasil tem lições valiosas a oferecer e uma experiência que pode servir como referência para discussões sobre como garantir o acesso universal à saúde em nível global.


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